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Transparência e honestidade são requisitos para construir carreira de sucesso

No mundo corporativo, a integridade vale mais do que boas experiências profissionais, altos salários e habilidades técnicas

Não existe meio termo para a honestidade. Ou você é honesto ou não. Então responda: você já roubou? Não? Ok. Mas você fura fila? Compra CD’s e DVD’s piratas? Já comprou um relógio ou uma bolsa falsificada? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, talvez precise rever alguns de seus princípios. Para sempre agir com honestidade – mesmo quando “ninguém vai descobrir” ou quando “isso não vai fazer mal (diretamente) a alguém” – precisamos ter valores bem consolidados. E estes não são criados do dia para noite. Valores vêm desde a infância e precisam ser diariamente aperfeiçoados.

No mundo corporativo, empresários frequentemente se deparam com situações em que a sua ética e a honestidade são colocados à prova. Por exemplo, é comum ouvir sobre fraudes cometidas por empresas que entram em licitações criminosas. Sabendo que práticas como essas acontecem diariamente no mercado, é necessário iniciar a carreira escolhendo trilhar o caminho da ética e da honestidade para que, caso oportunidades de ganhos ilícitos surjam, você não se sinta incentivado a participar da fraude e, mais do que isso, para que lute contra esta e toda outra ação desonesta. Além disso, a fama de desonestidade pode acabar com sua imagem profissional ou de sua empresa.

Eu estava em uma livraria esses dias, procurando algum bom livro para comprar. Acabei pegando um chamado “O Toque de Midas”, escrito por Robert Kiyosaki, e do capítulo “Você é um Rolex – ou um Rolex falsificado?”, pude extrair boas lições. O conteúdo consiste em um diálogo entre o “Pai Rico” e o jovem empresário Robert. O Pai Rico pergunta a Robert se o Rolex que o menino está usando é mesmo original. Pela resposta, Pai Rico descobre que o relógio é falso e começa então a criticar veementemente – e construtivamente – o aprendiz, Robert. O Pai Rico pergunta o que usar um Rolex falsificado dizia sobre ele. E Robert responde: “Significa que eu quero ser bem-sucedido. Significa que um dia vou ter um verdadeiro”. Pai Rico discorda: “O que significa é que você é um charlatão. Apenas uma farsa usaria uma farsa. Isso é o que um Rolex falsificado representa.”

Robert então diz que a cópia que ele está usando é perfeita e pergunta: “Quem vai saber a diferença?” Pai Rico responde: “Você sabe a diferença. No fundo, você sabe o que a marca Rolex significa. É por isso que você está disposto a ser uma farsa e a usar uma farsa. Você pode achar que está enganando a maioria das pessoas, mas não está enganando a si mesmo. E agora o que está dizendo sobre si mesmo é: “Eu sou pobre. Eu não sou bem sucedido e não posso pagar por um Rolex verdadeiro. Então vou comprar um falso porque sou uma farsa. É mais do que um relógio barato. É um relógio falso, uma fraude, propriedade roubada. Se estiver disposto a comprar propriedade roubada, o que diz sobre você?”.

A leitura desse capítulo foi muito proveitosa para mim, pois me ajudou a consolidar um pouco mais os meus valores relativos à honestidade. As lições do Pai Rico mostram que a honestidade, além de benéfica para a sociedade, faz muito bem para o próprio indivíduo que a pratica, pois o torna mais consciente e o impulsiona na criação de uma identidade mais verdadeira e consequentemente mais forte. Um empresário que usa um Rolex falsificado, segundo o Pai Rico, é falso e sorrateiro. E completa dizendo: “Pessoas honestas não fazem negócio com pessoas desonestas. No mundo dos negócios, a reputação é mais importante que a empresa”.

Acredito que situações como essa do Rolex são ideais para meditarmos e reavaliarmos nossas atitudes. Que tal mais um exemplo? Você vai a um restaurante e o garçom cobra acidentalmente 40% a menos. Você percebe o erro. O que você faz? Antes de responder, vamos acrescentar mais uma pergunta: estamos falando de um restaurante que o prato custa 20 reais ou de um que custa 200 reais?

Gosto de discutir essas questões com minha família e amigos. Coloquei essa questão para minha mãe e ela me respondeu: “se você ficar tentado a não ser honesto no restaurante caro, é porque você estava em um restaurante mais caro do que você realmente podia pagar”. Esse e muitos outros exemplos nos mostram que pensar sobre honestidade, implica, entre outras coisas, a ter mais consciência da dinâmica capitalista em que estamos inseridos. Além disso, permite de fato contribuir para uma sociedade mais justa, pois ser honesto é ter credibilidade para condenar os crimes comedidos por nossos políticos e ser capaz de educar a atual e nova geração na construção de um país melhor para se viver.

 

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