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Saúde e produtividade: o estado da arte

30/08/2012 14:00 - TAGS: ,

Em artigo de revisão sobre o estado da arte do paradigma saúde e produtividade, Burton e Brandt-Rauf (2008) observam que Bernardino Ramazzini, o pai da medicina ocupacional analisou a relação entre a saúde e a produtividade em seu tratado Doenças dos Trabalhadores (de 1713), e Adam Smith, pai da economia, em seu livro A Riqueza das Nações (de 1776) também observou a importância da saúde dos trabalhadores para a economia de um país. Contudo, até recentemente, a relação entre saúde e produtividade foi pouco estudada de forma sistemática. Segundo os autores, essa situação vem mudando gradativamente e um número cada vez maior de grandes empresas tem reconhecido que a saúde da força de trabalho pode ter impacto significativo no desempenho das organizações. Segundo os autores, o custo total do adoecimento para as empresas e para a sociedade é composto do custo com assistência à saúde, bem mensurado e conhecido, e dos decrementos na produtividade (presenteísmo, absenteísmo e benefícios por incapacidade), não tão bem mensurados e conhecidos. Os autores apresentam também os instrumentos disponíveis para mensuração da relação entre saúde e produtividade e sugerem que a atuação da área de saúde das empresas se expande ao incluir o impacto da saúde na produtividade e na lucratividade da empresa adicionalmente à tradicional abordagem de promover a saúde e a segurança no trabalho. Por fim, os autores concluem que o paradigma saúde e produtividade pode assumir uma abrangência mais global na perspectiva da sustentabilidade e é uma oportunidade para a melhoria da saúde das populações dos países em desenvolvimento.

Mais informações:
BURTON W. N.; BRANDT-RAUF P. W. Health and Productivity. A Review of the State-of-the Art and Implications for Occupational and Environmental Medicine. Giornale Italiano di Medicina del Lavoro e Ergonomia, 30(1, Suppl): 15-29; 2008.

 

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