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O que é talento, afinal?

29/03/2013 09:00 - TAGS: ,

Entenda o que as empresas buscam quando utilizam esse termo no processo de seleção

Hoje em dia, entre as muitas definições do termo, entende-se por “talento” o conjunto de habilidades que compreende dons, conhecimentos, experiências, atitudes e impulsos natos, aliados a uma forte capacidade de aprender e se desenvolver.

Para identificar um jovem talento, portanto, as empresas passaram a utilizar uma série de indicadores de potencial que funcionam como sinais e anti-sinais do perfil de profissional que desejam recrutar. Nosso papel na Cia de Talentos é justamente este: identificar pessoas dotadas desse potencial e encaminhá-las para as empresas.

Para pensar nessa “peneira”, foram sendo criadas exigências e mais exigências, que, pudemos observar ao longo dos anos, mudam de um período para o outro, como ocorre com o comportamento das gerações.

Como os programas de estágio e trainee são mais recentes, não é possível traçarmos um paralelo mostrando o impacto que esse tipo de programa surtiu nas gerações dos veteranos e dos boomers. Mas podemos dizer, sem sombra de dúvida, que, a partir da geração Y, essas passaram a ser duas das principais portas de entrada de universitários para o mercado de trabalho. Mas, desde então, o perfil das competências exigidas já passou por mudanças significativas.

Na década de 80, quando a palavra de ordem nas empresas era produtividade, as duas características mais valorizadas nos candidatos eram a iniciativa e a capacidade de trabalhar em equipe. Nesse período, estar numa faculdade de primeira linha era o principal pré-requisito. Além disso, começava-se a se estabelecer a necessidade de dominar o inglês.

Nos anos 90, quando as companhias se voltaram para a expansão dos seus negócios, acrecentaram-se à lista de pré-requisitos do período anterior a exigência do MBA e o domínio de uma segunda língua estrangeira, além do inglês. Ao mesmo tempo, as principais competências requisitadas aos candidatos passaram a ser visão estratégica e criatividade.

A partir de 2000, com a consolidação da globalização, uma nova mudança se fez. As empresas começaram a buscar pessoas com capacidade de lidar com culturas diferentes, de se adaptar às mudanças, com disponibilidade para morar fora se necessário. Foi quando entrou em cena outra exigência: a de que os candidatos tivessem, além da fluência em dois ou mais idiomas, alguma experiência de vivência em outros países. Nesse momento, a grife da faculdade deixou de ter um peso tão grande, mas à lista de características desejáveis somaram-se maturidade, automotivaçãoo e capacidade de gerir a própria carreira.

Atualmente, essa busca por profissionais é orientada por três eixos fundamentais, que compõem habilidades e competências necessárias para caracterizar um jovem talento.

Vejamos quais são elas:

Eixo negocial: conhecimento do negócio da empresa, da estrutura de competitividade do setor em que a companhia opera, foco nos clientes e fornecedores, domínio dos fatores críticos para a geração de lucro.

Eixo empreendedor: raciocínio estratégico, orientação para resultados, aptidão para criar novos negócios, multifuncionalidade, autonomia em liderança, tolerância a riscos, capacidade de sonhar e transformar sonhos em realidade, capacidade de mobilizar recursos, foco no usuário, flexibilidade e criatividade.

Eixo cidadão e ser humano: capacidade de conciliar o trabalho com outras dimensões da vida, de gerenciar saúde, tensão e qualidade de vida, cidadania comunitária, nível de conectividade interno e externo, inteligência emocional, capacidade de criar condições para que a genialidade dos outros se manifestem.

Agora, faça uma autoanálise e responda: Você já pode ser considerado um talento ou ainda está em construção? Se ficar com a segunda alternativa, não perca tempo e comece já a se aprimorar.

 

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