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Candidato blefador pode ser desmascarado na entrevista; veja as mentiras mais usadas

27/07/2012 16:00 - TAGS: ,

Pense duas vezes antes de blefar em entrevistas de emprego e processos seletivos, pois os selecionadores estão preparados para desmascará-lo rapidamente e isso certamente irá prejudicar a sua carreira.

“Utilizando esses artifícios, os candidatos não saem bem. Um recrutador mais atento ou experiente consegue perceber quando o profissional não é honesto em suas respostas. Muitas vezes, as respostas às mesmas perguntas variam ligeiramente e o entrevistado se perde em algum detalhe sobre um projeto, habilidades ou competências profissionais que está relatando”, afirma Andreza Santana, gerente sênior do Monster Brasil.

De acordo com o especialista em recursos humanos, Luiz Eduardo Pagnez, dizer que possui inglês fluente quando, na verdade, não tem, é a mentira mais utilizada pelos candidatos em processos seletivos e entrevistas de emprego.

“Muitos acham que o velho ‘the book is on the table’ servirá para algo em uma seleção de emprego. Se a vaga exige inglês fluente, o recrutador fará algum teste e o candidato pode ‘queimar o filme’ se descobrirem que ele supervalorizou aquele cursinho de inglês de seis meses que fez há cinco anos”.

 

Mentiras mais usadas

Formação: Se você cursou faculdade e parou, não adianta dizer que tem formação superior. Passar a imagem de que você não termina o que começa não é bom.

Inglês: Se este é o seu ponto fraco, o melhor é ser sincero. Caso não tenha tempo para se dedicar a uma segundo idioma, concentre-se nas vagas onde o nível de inglês não é tão importante.

Experiência: Muita gente tenta inventar que trabalhou em determinada empresa ou assumiu determinado cargo. Parte do processo de recrutamento e seleção é verificar estas informações. Se descobrirem que está mentindo suas chances no processo seletivo serão extintas.

Supervalorização: Não adianta dizer que você era o super-homem do departamento e que carregava tudo nas costas. Os recrutadores poderão ligar para o seu ex-chefe pedindo referências. Seja sincero e preciso na descrição de suas habilidades.

Desligamento: Cuidado quando você for explicar o motivo do desligamento da sua última empresa. Se você foi demitido, não diga que foi você que pediu para sair. Um simples telefonema ou um pedido de carta de referência para o RH da sua empresa anterior vai ser suficiente para te pegarem na mentira.

Idade: Muita gente depois dos 40 ou 50 anos omite a idade no currículo. Mas quando perguntarem a sua idade, na entrevista ou pelo telefone, não minta. Às vezes esta informação vai apenas ser colocada no seu perfil como uma informação cadastral. E se for importante para o perfil da vaga, o recrutador acabará descobrindo.

 

Insegurança e despreparo

Andreza explica que a mentira em processos seletivos de emprego está associada muitas vezes à insegurança ou ao despreparo do profissional. “Os candidatos têm ideias pré-concebidas do que os recrutadores esperam ouvir. Com o nervosismo, acabam mentindo por achar que irão causar uma melhor impressão”.

E se dizem que mentira tem perna curta, com as redes sociais elas perderam mais alguns centímetros, pois o histórico de atividades não se perde. “Um recrutador pode fazer uma simples busca e analisar o perfil do candidato, compará-lo com as informações passadas na entrevista de emprego e procurar referências nas redes”, conclui a gerente.

 

Consequências

Para Andrezza, há impactos negativos quando se desmascara um mentiroso e mesmo sendo o profissional melhor qualificado, poderá ser descartado da seleção, pois a impressão registrada pelo recrutador é de que a pessoa não é confiável.

“Se ele mente em um processo seletivo, existem grandes chances de cometer o mesmo erro se for contratado. Mentirá de novo sobre seu desempenho, sobre relatórios mensais ou em reuniões de trabalho com parceiros, clientes ou fornecedores. Certamente não é um risco que um profissional de RH quer correr”.

 

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